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Assalto a carteiros sobra para popula��o

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Nem a farda amarela e azul escapou das ousadas ações das quadrilhas que aterrorizam a população alagoana em busca de dinheiro. Nos próximos 60 dias ? a contar da última segunda-feira (15) ?, moradores da capital alagoana e do município de Rio Largo, não mais receberão seus cartões de crédito em suas residências. A medida provisória foi uma decisão da direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em Alagoas, na tentativa de frear os números de assaltos a carteiros, que já são 26 só nos últimos dois meses, segundo a empresa. Com a suspensão da entrega dos cartões pelos carteiros, os moradores estão sendo orientados, por meio de correspondências instrucionais, a se dirigirem às agências postais para retirar suas encomendas bancárias no local. Sindicato cobra reforço; PM nega exclusividade A medida de suspensão da entrega dos cartões também foi uma reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos de Alagoas (Sintect/AL). O movimento sindical acredita que a ação da direção dará mais segurança à categoria. Carteiro e presidente do Sintect, José Balbino dos Santos nunca passou pelo dessabor de ser assaltado durante o serviço, mas afirmou ter inúmeros colegas de trabalho que já passaram pela experiência. ?A situação é absurda, pois a violência está demais. A insegurança é tanta que os carteiros são orientados a entregar as correspondências sem levar celular, relógio ou objetos valiosos?, disse. ?Os traumas são diversos. Quase todos os colaboradores roubados desenvolvem fobias ou ficam nervosos e precisam de acompanhamento psicológico?, completou. Procon adverte direção dos Correios Segurança para os carteiros, prejuízo para a população. Ao tomar conhecimento, um dia após entrar em vigor a suspensão da entrega dos cartões de créditos pelos carteiros às residências alagoanas, o órgão de proteção ao consumidor, Procon, considerou a ação ?desrespeitosa e abusiva? e emitiu uma notificação aos Correios. O documento recomendava que os Correios repensassem a suspensão do serviço e foi ignorada pela direção da empresa, que reforçou na coletiva da última quinta-feira (18), manter a medida. ?O cliente que discordar pode procurar o Procon para as devidas providências (...) Quando necessário, apresentaremos ao Procon nossas justificativas?, disse o superintendente dos Correios, Edvan Oliveira. Segundo o superintendente do Procon, Rodrigo Cunha, os Correios alegam querer proteger também o consumidor dos transtornos causados pelos constantes assaltos aos carteiros, mas, de acordo com ele, a medida só defende os funcionários e a empresa. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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