Cidades
Ap�s tiroteio, teto de laborat�rio desaba
Alunos, professores e funcionários da Escola Estadual Rosalvo Lôbo, na Jatiúca, contam com mais um motivo para expressar o medo, a angústia e o desespero frente à situação calamitosa por que passa a unidade de ensino. Após uma semana do tiroteio que deixou uma aluna e um funcionário feridos, o teto do laboratório de Ciências, Química e Física desabou ontem, causando perda de livros, mesas e cadeiras. Não havia ninguém na sala na hora do desabamento. Na escola estadual, a reportagem da Gazeta conversou com a professora Luciana Trindade, que fez críticas quanto à estrutura física do espaço. ?Provavelmente, o teto desabou durante a madrugada, pois, quando as professoras chegaram aqui já viram a destruição no laboratório, que não tinha computadores, mas guardava um bom acervo de livros; somente um armário ficou em pé. O local não conta com ar-condicionados, o que dificulta o trabalho realizado por educadores e estudantes?. Segundo a professora, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE) realizou uma reforma em 2009, mas os problemas reincidiram. * Sob supervisão da editoria de Cidades Servidores protestam contra ?despejo? Professores e técnicos do Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa) reuniram-se ontem, na sede do Ministério Público Estadual (MPE), com a promotora Cecília Carnaúba, para reivindicar o remanejamento da Biblioteca Central, Escola de Artes e Instituto de Línguas. Os setores ? que serão distribuídos, ainda esta semana, em algumas unidades do complexo ? vão abrigar, provisoriamente, a administração da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE), cujo espaço passará por reformas. Cláudia Soares Brandão ? que trabalha como facilitadora de leitura na biblioteca ? explicou que a promotoria ouviu as reclamações dos servidores em meio à transferência das unidades e estipulou um prazo de 10 dias para o Estado emitir alguma resposta. ?É um absurdo mudar o lugar de uma biblioteca, que funciona há tanto tempo e recebe inúmeros estudantes do Cepa, além da comunidade maceioense, que utiliza este espaço a fim de estudar para vestibulares e concursos. Percebe-se o desprezo a um patrimônio vivo, que estimula a cultura?.