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Fam�lias esperam por reconstru��o

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As mortes, danos materiais e prejuízos que levarão tempo para serem recuperados ainda estão na memória da população alagoana atingida pela enchente de 2010. A cheia dos rios Paraíba e Mundaú destruiu 17.938 casas. Os alagoanos não esquecem que, há pouco mais de um ano, cidades como Santana do Mundaú, Branquinha, Murici e Quebrangulo foram quase totalmente destruídas pela força das águas. A tragédia mostrou que o poder público precisa estar preparado para agir nas calamidades. As perdas, a fome e o medo que resultaram do desastre ambiental, em junho do ano passado, levaram milhares de famílias ao desespero. Em choque diante dos destroços, elas seguiram para abrigos improvisados. Dali em diante, o governo e as prefeituras iniciaram ações emergenciais e o planejamento do trabalho de reconstrução. A tarefa de reerguer casas, escolas, prédios públicos, pontes, estradas e vias urbanas, recuperar sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, não é simples. Moradores se queixam de abandono Quebrangulo ? Essas famílias se queixam que foram abandonadas pela prefeitura, que determinou o desmonte das barracas e a transferências delas para casas de aluguel. ?O problema é que a gente não encontra casa com aluguel de R$ 100, por isso decidimos ficar aqui até ganhar uma casa?, afirma Edvânia Cavalcante, ressaltando que ser beneficiada pelo programa da reconstrução é o sonho das seis famílias que estão no acampamento. As queixas são refutadas pela secretária municipal de Assistência Social, Amanda Alves, que acusa as famílias de serem invasoras e não desabrigadas da enchente. Segundo ela, as providências tomadas pela prefeitura possibilitaram o desmonte das mais de 77 barracas que foram montadas no local pouco tempo após a tragédia. ?A agilidade com que as providências foram adotadas fez com que Quebrangulo não enfrentasse a mesma situação das outras cidades, como Branquinha, ou seja, não temos população em barracas de lona?, garante ela. Município dá sinais de recuperação Quebrangulo ? Uma das cidades de Alagoas mais atingidas pela enchente que desolou o Estado em junho de 2010 ? estimou-se em 70% o nível de destruição, Quebrangulo, a 128km de distância da capital, apresenta hoje uma nova imagem. O rastro da tragédia provocada pela enchente do rio Paraíba do Meio, às margens do qual a cidade foi erguida, foi substituído por obras de recuperação. O governo do Estado assegura que o trabalho segue em ritmo acelerado e dá como prova a reconstrução de 42% do total de 1.577,97m² de novas pontes e a conclusão total das obras de pavimentação das ruas da cidade. A recuperação de 4.8650m² de estradas vicinais está com mais de 25% das obras concluídas, assegura a assessoria do vice-governador José Tomaz Nonô, coordenador do Programa da Reconstrução. Moradias chegam à etapa final Mas a Prefeitura de Quebrangulo quer reduzir o custo social da tragédia e por isso aguarda com ansiedade a inauguração de 201 casas do conjunto Frederico Maia, que está em fase de conclusão. O conjunto, executado pela construtora Enengi, era um projeto antigo da prefeitura, que foi desengavetado e acelerado no enfrentamento dos danos da enchente. O projeto tinha previsão de verbas a fundo perdido do Orçamento Geral da União (OGU) destinadas à construção de casas populares. Responsável pela construção de casas em Quebrangulo, o engenheiro da Enengi, Iremar Segundo, revela que, iniciadas em outubro do ano passado, as 201 unidades estarão prontas para serem entregues no fim de setembro próximo. As obras estão em fase de acabamento das casas e calçamento das ruas. ?O conjunto tem saneamento básico, água, energia. Já estamos com 90% da infraestrutura pronta?, afirma o engenheiro. Comércio terá que ser relocado Quebrangulo ? As atividades comerciais já estão normalizadas, mas a prefeitura tem ainda uma imensa tarefa a cumprir. Em Quebrangulo, como nas demais cidades ribeirinhas, será necessário relocar o comércio, pois uma decisão do Senado impede construção, no caso aqui, a reconstrução, em áreas de risco. Na beira do rio devem ser implantados os chamados equipamentos urbanos, como praças e parques. O próprio prédio da prefeitura quebrangulense terá que ser reerguido em outro espaço. ?Já temos o local da nova sede?, alegra-se o secretário municipal de Viação e Obras Urbanas, engenheiro Jorge Luiz de Barros Lima. Segundo ele, a estrutura administrativa será transferida para o prédio conhecido como casarão, uma construção em estilo barroco que se sobressai e é um dos pontos turísticos da cidade.

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