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Nº 5715
Cidades

�ndios lutam para conquistar reconhecimento na Funai

Os índios catókinn realizam, amanhã e quinta-feira, com o apoio da sociedade civil organizada e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), no município de Pariconha, uma apresentação social para reivindicar o reconhecimento como povo indígena junto à Fun

Por | Edição do dia 24/09/2002 - Matéria atualizada em 24/09/2002 às 00h00

Os índios catókinn realizam, amanhã e quinta-feira, com o apoio da sociedade civil organizada e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), no município de Pariconha, uma apresentação social para reivindicar o reconhecimento como povo indígena junto à Fundação Nacional do Índio (Funai). Outros povos indígenas alagoanos, como os kalankó, de Água Branca; koiupanká, de Inhapi; geripankó, karuazu e pankararú entre outros, também de Pariconha, participam da festa e também buscam reconhecimento junto à fundação. Segundo o antropólogo Siloé Amorim, a tribo catókinn está em processo de ressurgência étnica. Dança no quintal “A dinâmica desse movimento busca o reconhecimento pela Funai, a fim de que sejam restituídas as terras aos indígenas”, afirmou, explicando que a situação da tribo é difícil. “Até mesmo os rituais são feitos em plena cidade, no quintal do pajé, porque eles não possuem terras”. Siloé Amorim afirma, também, que os índios são discriminados pela Funai. “Eles se auto-reconhecem e são reconhecidos por toda a sociedade como povo indígena, mas há um preconceito do próprio órgão governamental que não dá o reconhecimento necessário”. Com a apresentação, justifica o antropólogo, os índios pretendem ter o apoio da sociedade civil e das organizações dos movimentos indígenas em suas reivindicações. “Além da reapropriação de terras, eles necessitam também de educação e saúde diferenciados”, completou. De acordo com ele, vários povos indígenas do interior do Estado estarão chegando a Pariconha amanhã à noite, quando farão apresentação do Toré, que é a dança que caracteriza os povos indígenas do Nordeste. Na quinta, os índios reservaram a manhã para entrevistas com a imprensa e depois fazem a dança dos praiás, que homenageia os ancestrais encantados, como explica Siloé Amorim. “A vestimenta deles para esta dança é um tabu, ninguém pode saber quem está dentro daquela roupa, porque é o próprio espírito que está dançando”, concluiu.

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