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Sem controle, carros-pipa incomodam

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O uso de carros-pipa no abastecimento suplementar de condomínios residenciais e comerciais é uma alternativa para baratear os custos e garantir reserva de água diante de alguma eventualidade. E muita gente usa esse sistema, desde os pequenos edifícios em bairros da periferia, estabelecimentos comerciais como bares e restaurantes, até os grandes hotéis da orla. Os motivos são basicamente os mesmos. ?Tem qualidade e é mais barato. O abastecimento com carro-pipa custa quase a metade do preço cobrado pela água da Casal (Companhia de Saneamento de Alagoas). Para equilibrar, usamos os dois serviços, meio a meio?, diz Ramires Malta Filho, da administração de condomínio do Edifício Caiaque, residencial localizado na Pajuçara. ?Optamos por esse serviço enquanto resolvemos uma pendência antiga com a Casal. Acho prático e é mais barato. Não vejo problemas?, diz Felipe Braga, síndico do Edifício Ulisses Braga, residencial localizado no bairro do Farol, cujo abastecimento, há algum tempo, vem sendo feito exclusivamente por carros-pipa. Galba é favorável à proposta do município Com o propósito de colocar ordem nessa demanda, a Prefeitura de Maceió encaminhou projeto de lei à Câmara de Vereadores. A proposta de disciplinamento do serviço de abastecimento suplementar de água por meio de carro-pipa, no município de Maceió, prevê a necessidade de autorização prévia e vistorias periódicas por meio da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma), visando à aferição do volume de ruídos gerado pelo motor-bomba e a manutenção dos tanques. Mais que isso, o projeto estabelece requisitos mínimos para a circulação desses caminhões-tanque em vias públicas ? como dimensões do veículo, capacidade, padronização e sinalização ? e regras de tráfego e estacionamento, que, na verdade, já são estabelecidas na regulamentação viária e nas normas de trânsito vigentes, o que leva a crer que elas vêm sendo descumpridas. Usuários e empresários defendem o sistema A maioria das pessoas que usa o serviço de carro-pipa defende. ?Não vejo transtorno nenhum?, diz Felipe Braga, do Edifício Ulisses Braga, no Farol. Como usa exclusivamente a água dos carros-pipa no abastecimento do seu prédio, ele precisa de cerca de 15 caminhões por mês, o que dá uma média de abastecimento a cada dois dias. ?Geralmente, eles vêm após as 20 horas, para evitar problemas com o trânsito. Aqui é tranquilo. Acho que é mais complicado lá embaixo, na orla?, diz ele. ?Não acho que os carros-pipa atrapalhem mais do que os ônibus de turismo, os caminhões de lixo e os contêineres que colocam na beira da pista. Acho que é bom regulamentar, mas tem que fazer isso com todos esses serviços?, diz Ramires Malta, do Edifício Caiaque, na Pajuçara, acrescentando que, geralmente, os caminhões fazem o abastecimento de água antes da 7h30, para evitar os horários de pico no trânsito da cidade.

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