Cidades
M�dicos do PSF decidem manter greve
Durante assembleia realizada na noite de ontem, os médicos que compõem as equipes do Programa Saúde da Família (PSF) sequer discutiram um possível retorno às atividades. ?Não há previsão do fim da greve. Até porque não recebemos nenhuma proposta dos municípios?, disse o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Wellington Galvão. Segundo ele, a assembleia serviu para fazer uma avaliação sobre os dois primeiros dias de greve e cobrar da categoria a manutenção dos 30% dos serviços prestados à população, de acordo com a legislação que garante o direito de greve aos servidores públicos. Em entrevista à Gazeta, na última segunda-feira, Galvão se mostrou surpreso ao constatar que todos os mais de 600 médicos do PSF haviam aderido à greve. Município está desfalcado há 60 dias | SEVERINO CARVALHO - Repórter Japaratinga ? A greve dos médicos do Programa de Saúde da Família (PSF) não afetou Japaratinga, no Litoral Norte de Alagoas; também não poderia. As duas únicas equipes que atuam no município estão sem médico há mais de 60 dias. A secretária municipal de Saúde, Lúcia Loureiro, já publicou anúncios em jornais e emissoras de rádio, mas o salário não atrai os profissionais. ?Estamos oferecendo R$ 6 mil líquidos e a possibilidade de chegar a R$ 9 mil com os plantões, mas mesmo assim a proposta não atrai os médicos. Há uma escassez desses profissionais no mercado e a exigência (do Ministério Público Federal) do cumprimento de 40 horas semanais só atrapalhou?, afirmou a secretária municipal de Saúde. Apesar da ausência dos médicos, Lúcia Loureiro garante que a população não está sendo penalizada. Segundo ela, foram disponibilizados médicos plantonistas para o atendimento nos dois postos do PSF. ?O único dia em que não temos médico é na terça-feira. A população não esta desassistida?, afirmou.