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Fiscaliza��o constata que ag�ncias n�o cumprem lei

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Com apoio de fiscais da Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) e de diretores do Sindicato dos Bancários de Alagoas (Sindbancários), representantes da ONG Instituto Sal da Terra (Salt) fizeram ontem um trabalho de fiscalização em agências do Bradesco, em Maceió, para verificar se a Lei 5516/2006 está sendo cumprida. Iniciativa do então vereador Judson Cabral (PT), a conhecida lei da fila estabelece normas para que o usuário não seja obrigado a esperar mais de 30 minutos para ser atendido. Para isso, o banco deve dispor de funcionários em número suficiente, além de garantir comodidade e acessibilidade a seus clientes. ?Os dados que estamos levantando aqui servirão de prova das reclamações nas ações civis públicas que estão na Justiça?, disse o coordenador da ONG Salt, João Luiz Valente. Segundo ele, já foram impetradas ações contra todos os bancos que atuam em Alagoas, sejam estatais sejam da rede privada. Espera custa muito caro aos bancos Ontem, na agência Bradesco da Rua do Livramento, no Centro, a cena era de total desconforto. Sem cadeiras em número suficiente, dezenas de clientes aguardavam em pé, em longas filas. Alguns reclamaram que estavam esperando há mais de 2 horas. Na área em que os aposentados estavam sendo atendidos, no terceiro andar da agência, apenas dois caixas estavam disponíveis para atender a mais de 100 pessoas. Outro detalhe observado pela fiscalização foi que as senhas entregues não continham a identificação do banco nem o horário de chegada do cliente. As senhas são o instrumento de prova do descumprimento da legislação vigente. O Sindbancários/AL também registrou as irregularidades para fundamentar ações que já estão sendo movidas contra o banco.

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