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Uma parada obrigat�ria

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Os primeiros raios de sol tingem de dourado o horizonte da Praia de Ponta Verde. No calçadão, o movimento de caminhantes e atletas matinais já é intenso. São profissionais liberais, funcionários públicos, empresários e políticos, além de outros trabalhadores. A maioria tem pressa. O exercício não permite paradas nem intervalos. O patrão não admite atraso. Apenas uma parada é obrigatória. Como num movimento quase que religioso, a caminhada muda de direção e o olhar para diante do objeto. Na prateleira, a manchete estampada na primeira página da Gazeta de Alagoas é a atração de todos os olhares. ?Todo mundo para e vai direto olhar a Gazeta. Pode prestar atenção, ninguém vê os outros jornais?, diz o bancário Marcelo Moreira, leitor assíduo do matutino. A Gazeta atrai a atenção de outro passante. ?Está muito perigoso viver em Alagoas?, diz Carlos Alberto da Costa, o Carlinhos Três Irmãos, ex-prefeito de Paripueira, ao comentar a notícia sobre a morte de um vice-prefeito do interior de Alagoas. Ele confessa o hábito diário de ler a Gazeta. ?A Gazeta é tradição. É, de fato, o jornal mais lido de Alagoas?. Mudanças no projeto gráfico agradam a leitores É em meio a essa atmosfera de liderança e credibilidade, fruto do trabalho pioneiro desenvolvido ao longo de quase oitenta anos de trabalho ininterrupto, que a Gazeta de Alagoas brinda seus leitores com mais um lance de inovação e inaugura em sua edição de hoje, domingo, dia 13, seu novo projeto gráfico. Antes do lançamento oficial, na manhã da última quinta-feira, alguns leitores e assinantes tiveram a oportunidade de conhecer as mudanças feitas e o novo visual da Gazeta. ?Gostei! Está muito bonito! Vai fazer sucesso!?, aprovou Rinaldo Cavalcanti, o ?Bigode?, figura cheia de popularidade na orla de Ponta Verde. Assinante do jornal há mais de 15 anos, o advogado Gilvan Lúcio disse que prefere a Gazeta de Alagoas pelo detalhamento e profundidade que seus repórteres imprimem às notícias. DA BUSCA PELA NOTÍCIA ATÉ A SUA Até chegar às bancas e às residências dos leitores e assinantes, o processo de confecção da Gazeta de Alagoas envolve dezenas de profissionais que se revezam em várias fases de produção. Da busca pela notícia e da preparação do texto até a impressão na rotativa e distribuição pelas ruas, repórteres, editores, diagramadores, gráficos e outros profissionais suam para levar ao leitor um produto de qualidade. Há 25 anos no parque gráfico da Gazeta de Alagoas, Lindivaldo de Lima Paiva, 42, é um dos mais antigos funcionários da Organização Arnon de Mello (OAM). Chegou à empresa com 17 anos, entrou como office-boy. Hoje, duas décadas e meia depois, Lindivaldo responde por uma função crucial para se ter uma impressão gráfica de qualidade. É para ele que são remetidas do setor de diagramação as páginas já diagramadas. UMA HISTÓRIA DE AMOR COM A GAZETA O atual secretário do Gabinete Civil do governo Teotonio Vilela, o médico Álvaro Machado, iniciou sua carreira profissional na Gazeta de Alagoas. Durante uma década, de 1971 a 1981, ele foi correspondente de Pão de Açúcar, sua terra natal. ?Naquela época, não fosse a Gazeta, minha terra e todo o Sertão alagoano ficariam sem notícias da capital e do que se passava no Estado. A Gazeta era, assim, o único veículo que unia, pela informação, Alagoas a Pão de Açúcar e ao Sertão alagoano?, escreve Álvaro Machado, em texto enviado ao repórter. Testemunha da evolução tecnológica do jornal mais lido do Estado, Álvaro Machado diz que, já naquela época, a Gazeta de Alagoas se destacava pela nitidez da sua impressão e a cuidadosa forma de apresentação das matérias. ?Assim tem sido ao longo da história gazeteana, sempre inovando e ofertando aos alagoanos o que há de mais moderno no jornalismo impresso ? aquele que comunica, documenta e registra para a história?, completa Machado. JORNALISMO DO FUTURO MAURÍCIO GONÇALVES - REPÓRTER Com as novas tecnologias e mídias sociais, o que um jornal impresso pode fazer para conquistar novos leitores? Quem são os jornalistas do futuro e o que eles pensam sobre isso? Como lidar com a redução do espaço e do tempo para produzir o texto? Como ficam a ética e o fim da exigência do diploma para jornalistas nesse contexto? Os cursos de Jornalismo estão atentos a estas mudanças? As inovações da Gazeta conquistam os jovens leitores? Não pense que dá para responder tudo isso nesta matéria que se propõe até a ocupar menos espaço, deixando a página ?leve?, com artes e recursos visuais para facilitar a leitura. A ideia aqui é trazer uma rápida reflexão e mostrar a grande quantidade de interrogações sem pontos finais que pairam sobre o futuro do novo modo de fazer jornal. Um novo modo que traz novos formatos, como o que a gente apresenta hoje a você. Dentro da edição especial deste domingo, que inaugura inovações de formato e design gráfico, surgiu a pauta sobre a nova geração de jornalistas. E nada melhor do que abrir nossas páginas para os alunos dos cursos de Jornalismo do Estado. Esta semana, cerca de vinte deles aceitaram um convite e um desafio: vir à nossa redação, conhecer um pouco do novo formato e escrever um texto em vinte minutos. Os temas variaram sobre as questões colocadas acima e por que eles querem ser jornalistas. Leitura no papel fascina público de todas as idades Internet, Facebook, Twitter e blog fazem parte da rotina da nova geração de jornalistas. Eles respiram tecnologia e aprenderam a falar pelas redes sociais, mas vivem uma descoberta inusitada com o jornal impresso, numa lógica que subverte conceitos. A leitura no papel se torna uma novidade surpreendente para muitos desses jovens candidatos a jornalistas. Não é o velho, e sim o novo, com adaptações de linguagem e formatos, mas sem perder a essência. ?Sempre gostei das apurações mais elaboradas, das reportagens mais completas que só um veículo impresso como a Gazeta pode trazer no dia seguinte. Se as pessoas leem jornal, é porque sentiram a necessidade de se informar com mais profundidade?, destaca a formanda em Jornalismo pela Ufal Anyelle Cavalcante. Impresso ganha ares de modernidade Com o vasto noticiário dos sites, rádios, TVs, comentários em blogs e repercussões nas redes sociais, não tem nada melhor do que abrir a Gazeta no dia seguinte e ler uma série de informações e nuances dos fatos que ninguém ainda tinha revelado. Não é só o tal do furo. Entrevistas exclusivas, declarações que ninguém tinha destacado, pesquisas minuciosas, revelações inéditas, fontes importantes e credibilidade. Tudo isso conquista o leitor e fascina o jornalista. O coordenador do curso de Comunicação da Ufal, Ricardo Coelho, não tem dúvida de que o impresso sempre será considerado o principal veículo de comunicação, inclusive na versão on-line. ?Com as novas tecnologias e redes sociais, a tendência é integrar o meio impresso com as diversas interfaces eletrônicas, seja com uma página on-line, Twitter, Facebook ou Orkut, o mais importante é criar mecanismos para se dirigir a esta juventude?. ESTUDANTES EXPÕEM SUAS OPINIÕES GUSTAVO PORTO - ESTUDANTE DE JORNALISMO A Organização Arnon de Mello (OAM) lança o seu novo modelo gráfico de jornal impresso. A novidade vem para melhorar o acesso do leitor às páginas do veículo de comunicação. Nossa Gazeta de Alagoas seguirá o padrão dos mais importantes jornais do mundo. Menor, mais ilustrativo, melhor para ler e muito mais .interativo. Sensacional! A partir deste domingo, você, meu caro leitor, será o mais beneficiado com esse novo projeto gráfico, que é também pioneiro. O primeiro jornal com este novo formato no País é um ?prato cheio? de novidades para quem deseja ter boas notícias, por meio de uma linguagem acessível e com uma concepção bem mais dinâmica. Então, alguém mais terá ?medo? de jornal impresso? ANA CAROLINA PONTES - ESTUDANTE DE JORNALISMO Num mundo em que as pessoas têm cada vez menos tempo para qualquer atividade, a informação precisa se adaptar às necessidades dos leitores. Levar a notícia com agilidade, em textos mais curtos e claros, mas sem abrir mão dos fatos, tornou-se imprescindível. A transformação se faz necessária, afinal, acompanhar a realidade desses leitores, que precisam consumir informação em um curto espaço de tempo, é premissa para os meios de comunicação. Os veículos que se adaptam rapidamente a essas mudanças ganham pontos com o público. Ao mudar seu formato, a Gazeta de Alagoas se aproxima ainda mais do povo alagoano, cumprindo sua obrigação social de informar, fazendo, desse modo, cada vez mais parte do cotidiano do Estado. PRESENÇA MARCANTE EM TODO O ESTADO PATRÍCIA BASTOS - REPÓRTER Em Arapiraca, a Gazeta de Alagoas faz parte da rotina de muitos moradores. O impresso que chega cedinho às bancas e às casas dos assinantes sempre traz matérias relevantes sobre os acontecimentos do interior, informações que acabam sendo repercutidas por outras mídias locais. Para melhor informar os leitores da região, a cidade conta com a Sucursal Arapiraca, responsável por fazer a cobertura jornalística no Agreste, Sertão e Baixo São Francisco. Na mais tradicional banca de revistas da cidade, a Banca do Argentino, a Gazeta de Alagoas é sempre um dos itens mais procurados, conforme o proprietário Horácio Gomez. ?Não é à toa que é o jornal que mais vendemos aqui. Vende quatro vezes a mais que os outros periódicos, não seria assim se o conteúdo do veículo não tivesse qualidade?, declarou. Um hábito cultivado há vários anos SEVERINO CARVALHO - REPÓRTER Em Porto Calvo, entre um atendimento e outro na Loteria Calabar, à Rua Doutor Antônio Dorta, na histórica cidade, Adelmo Nascimento Monteiro, 54 anos, vai arranjando tempo para um hábito que cultiva há anos: ler a Gazeta de Alagoas. É assinante do matutino desde 2006, um ano após a reabertura da Sucursal Costa Dourada, sediada em Maragogi e responsável pela cobertura jornalística de todo o Norte alagoano, inclusive da terra do controvertido herói nacional. ?Eu sempre gostei de me manter informado, atualizado. A Gazeta é o único jornal que traz informações diárias e precisas sobre a nossa região, principalmente daqui de Porto Calvo. Isso é muito importante. Antes de ser assinante, eu comprava a edição diária?, contou Monteiro. Ele confessa estar ansioso para ter nas mãos a edição deste domingo. ?As pessoas sabem que sou um leitor assíduo da Gazeta e, por isso, minha lotérica virou ponto de leitura do jornal. O povo sabe e vem aqui para ler?, revela Monteiro, achando graça da situação. Apaixonado por História do Brasil e defensor dos ideais de Calabar, o lotérico mantém em seu estabelecimento quadros que retratam a Porto Calvo do século 17. Em destaque, casarões e prédios coloniais.

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