app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5751
Cidades

Droga denominada “acompanhante f�cil” transforma usu�rios em escravos

Uma nova droga, que deixa a vítima totalmente controlável, chega a Alagoas. Dois estudantes universitários foram as primeiras vítimas no Estado do “Easy Date”, que pode ser traduzido como “acompanhante fácil”. Os dois jovens, “Lúcio” e “Jorge” (nome fictí

Por | Edição do dia 29/09/2002 - Matéria atualizada em 29/09/2002 às 00h00

Uma nova droga, que deixa a vítima totalmente controlável, chega a Alagoas. Dois estudantes universitários foram as primeiras vítimas no Estado do “Easy Date”, que pode ser traduzido como “acompanhante fácil”. Os dois jovens, “Lúcio” e “Jorge” (nome fictício para preservar a identidade), foram encontrados por policiais dormindo dentro de um carro no bairro do Clima Bom em 25 de agosto. Na noite do dia 24, os dois haviam saído para ir a uma festa. “Conhecemos umas meninas e saímos para encontrar uns amigos, mas eles não estavam lá. Então uma delas foi comprar cerveja, me lembro de ter pego a latinha e depois só do policial batendo no vidro do carro”, contou um deles, que teve roubado o celular e o talão de cheques. O outro conta que perdeu carteira, celular e uma corrente de ouro. O Easy Date surgiu na Europa, e chegou há poucos meses no Brasil, por isso ainda não há muitas informações sobre a droga, mas os efeitos dela já são bem conhecidos. Segundo o médico Pedro Augusto Pires, do Instituto Legal de São Paulo, o Easy Date se apresenta na forma de pó, que dissolvido em qualquer líquido não deixa gosto ou cheiro. “Ela age ao nível do pré-consciente, e transforma a pessoa num escravo perfeito, e tem como efeito secundário apagar da memória tudo o que se fez, disse ou sentiu durante o tempo de atuação que se prolonga durante sete a oito horas”, explicou. Tanto a polícia como os médicos do Estado ainda não têm conhecimento sobre o Easy Date. A diretora do Laboratório de Análises Clínicas de Maceió, Telma Pinheiro, afirmou desconhecer a droga. “A gente não tem como fazer um exame para confirmar a utilização dessa droga porque primeiro é preciso saber quais são os seus componentes. Depois a gente iria precisar também de um laudo médico mostrando os sintomas do paciente”, explicou, ressaltando que para cada tipo de droga há um tipo de exame definido. Manipulação A vítima, apesar do total controle do corpo, fica inconsciente e é facilmente manipulado por outros, obedecendo a qualquer ordem que lhe for dada. Foi o que aconteceu com um comerciante arapiraquense, “Adriano” (nome fictício), que chegou a abrir a porta de casa para o casal que realizou o assalto. A esposa dele contou que ele, que não costuma sair com turmas, foi sozinho a um bar, em determinado momento, foi ao banheiro e na volta continuou a beber no mesmo copo. “Depois de alguns minutos, um dos funcionários do bar me contou que um casal se aproximou e os três deixaram o bar normalmente. Chegaram em casa e meu marido abriu a porta”, disse. Na ocasião, ela estava viajando, o que facilitou ainda mais a ação dos assaltantes.

Mais matérias
desta edição