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Pais e alunos protestam por constru��o de escola

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Cerca de 1.000 dos 1.400 alunos podem ter abandonado as aulas desde que a Escola Municipal Brandão Lima foi interditada, após a queda de uma barreira sobre suas instalações, em junho de 2010. O cálculo, feito pelo conselho escolar, mostra a dificuldade de acesso da comunidade do Bom Parto e dos arredores a um colégio alugado no bairro do Pinheiro. Revoltados com o problema e a falta de providências, alunos, pais e professores resolveram se unir para protestar, ontem pela manhã, no pátio da Secretaria Municipal de Educação de Maceió (Semed), no Bom Parto. Com faixas, cartazes e um carro de som, adultos e crianças gritavam, exigindo educação e respeito dos gestores públicos. A proposta da Semed de reformar a escola, erguendo um muro de contenção na área onde a barreira sucumbiu, é considerada uma ofensa por alguns manifestantes. ?Fazer um muro de arrimo é indecente, é você tapar o sol com a peneira e deixar as crianças correndo perigo lá dentro?, critica o presidente da Federação das Associações de Moradores, Antônio Sabino. A professora Valdinete Ramalho lembra que a Câmara de Vereadores já aprovou o orçamento para a construção da nova escola e que não faria o menor sentido reformar a estrutura decadente da antiga sede. Prédio alugado pelo município não comportaria estudantes A comunidade escolar se uniu a associações comunitárias da área e criou o Fórum em Defesa da Construção da Nova Escola Municipal Padre Brandão Lima. Mãe de aluno e integrante do conselho, Juliana Feitosa chama a atenção para as dificuldades enfrentadas no prédio alugado no Pinheiro. ?Lá é muito pequeno, não caberia os 1.400 alunos. A dificuldade para chegar lá é grande, os ônibus que a Semed oferece são muito velhos e os alunos estão deixando de estudar, a evasão escolar é grande?. Os presidentes das associações do Alto do Céu, Cícero Santana, do Mutange, Roberto dos Santos, da Gruta do Padre, Ricardo Batista, e da Levada, Manoel da Lancha, reforçaram as críticas. ?A Escola Brandão Lima era da rede cenecista e foi comprada pela prefeitura por R$ 300 mil na gestão do Regis Cavalcante (início do primeiro mandato do prefeito Cícero Almeida). Foi dinheiro jogado no mato. Eles deveriam ter usado este recurso para a construção de uma nova escola?, destaca Batista.

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