Cidades
Comunidade homenageia v�timas
Feira Grande ? A missa de corpo presente de quatro das vítimas da tragédia, Maria do Carmo Bispo, 87; Jorge Silvestre dos Santos, 41; José Ferreira Filho, 48; e Brunielle Ferreira de Almeida, 3; reuniu toda a comunidade católica de Feira Grande, no fim da tarde de ontem. Participaram da celebração o bispo de Penedo, dom Valério Breda, e o arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz. Durante a pregação, dom Valério afirmou que a tragédia deve servir para aproximar as famílias e as pessoas da Igreja. ?Todas essas famílias reunidas aqui hoje são uma só família. Esse retrato fica evidente nesse momento, que é de dor e tristeza pela perda de entes queridos. A morte acontece sempre na solidão, mas pela fé, nós cremos agora que estamos entregando essas pessoas no coração de Cristo, que disse: ?vinde a mim os benditos de meu Pai??, afirmou o bispo, que em outro momento da celebração abençoou Zenilda Ferreira de Almeida, que perdeu o marido, José Ferreira, e a filha, Brunielle Ferreira, na tragédia. Corpos ainda aguardam identificação Brunielle Ferreira, Cidya Francielle, José Ferreira, Maria Alice Silva, Rosineide Bispo, Maria do Carmo Bispo, Neusa Silva e Nayane Silva: vítimas fatais Das 11 vítimas da tragédia, três não foram sepultadas ontem. Os corpos não foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, porque não havia certeza da identidade deles. Até a noite de ontem, segundo o diretor do IML, Germano Jatobá, não era possível saber se os corpos seriam liberados ainda durante o fim de semana. ?Dos três corpos que permanecem no instituto, um deles pertence a um bebê, que estava junto da mãe. Eles deram entrada como se fossem um único corpo e só na hora do exame que percebemos que se tratavam de dois. Como é de uma criança muito pequena, que não tem outra identificação que não seja a certidão de nascimento, será preciso um exame de DNA, para confirmar a identidade?, explicou. Os outros dois corpos, de pessoas adultas, passarão por exames de papiloscopia. ?Será necessário fazer isso porque os corpos ficaram muito mutilados e carbonizados, mas mesmo assim conseguimos tirar amostras de algumas digitais. O trabalho vai ser facilitado porque as famílias têm os nomes das vítimas, mas o resultado dos exames não depende de nós?, declarou.