Cidades
�nibus � incendiado no Jacintinho
Três vândalos até ontem não identificados e que fingiram ser passageiros teriam sido os responsáveis por jogar gasolina e riscar o fósforo que resultou no fogo que consumiu, em poucos minutos, um micro-ônibus e um veículo de passeio que estavam estacionados no terminal de ônibus do Conjunto José da Silva Peixoto, no Jacintinho. ?Foi tudo muito rápido. Só vi a correria de alguns passageiros que esperavam a saída do veículo. Eu me preparava para assumir o volante quando vi a proliferação das chamas. Corri. Peguei um extintor de outro veículo, mas não consegui apagar o fogo?, contou, assustado, o motorista Genilton Rogério. O incêndio criminoso do ônibus que faria o transporte de 65 passageiros entre os conjuntos José da Silva Peixoto (Jacintinho) e Joaquim Leão (Vergel do Lago) teria sido originado às 15h30. O Corpo de Bombeiros Militar chegou ao cenário do vandalismo trinta minutos depois, quando já não era possível salvar o veículo, avaliado em R$ 150 mil. Para apagar o fogaréu, foram utilizados 5 mil litros de água potável. ?Em 20 minutos, apagamos as chamas?, contou à Gazeta de Alagoas o sargento Hermes. Policiais civis e militares compareceram ao terminal, isolaram a área e acionaram o Instituto de Criminalística (IC) para a realização da perícia, indispensável ao acionamento da seguradora. Comerciantes temem arrastão BLEINE OLIVEIRA - REPÓRTER A ameaça de arrastão tem gerado pânico entre comerciantes do bairro Jacintinho. Por prevenção, como admitem, eles fecham as portas de seus estabelecimentos, amargando prejuízos em um período em que o consumo está bombando. Reclamando mais policiamento ostensivo em todo o bairro, tanto comerciantes quanto a população que reside ali querem o mesmo tratamento que a Polícia Militar vem dando aos lojistas do Centro. A queixa é contra a ação de traficantes, que estariam aterrorizando o Jacintinho com a prática diária de assaltos a estabelecimentos e populares. ?A situação aqui é muito difícil. Não temos sossego para trabalhar?, reclama Cirlene Pereira, de 37 anos, 25 deles dedicados ao comércio no bairro. Segundo ela, todos estão amedrontados com a ação de traficantes e outros criminosos, que assaltam tanto as lojas quanto os pedestres. Parte do comércio no Jacintinho funciona 24 horas. Mas há aqueles que encerram suas atividades às 19 horas.