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Movimentos cobram do Incra metas de assentamento em AL

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Os movimentos sociais ligados aos trabalhadores sem-terra não concordam com a estratégia definida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de não estabelecer metas de assentamentos de famílias. O coordenador estadual da Pastoral da Terra (CPT), Carlos Lima, acredita que a estratégia do Incra é deixar os movimento sociais sem ter como cobrar os compromissos assumidos pelo órgão. No ano passado, o Incra estabeleceu uma meta de assentar 1.700 famílias, recuou para 1.300, mas não conseguiu atingir nem a metade desse número. ?Vamos continuar trabalhando para que seja atingida a meta de 1.700 famílias?, avisou Lima. Segundo Lima, este ano já foram efetuadas em Alagoas duas imissões de posse. Só a CPT, tem mil famílias aguardando pela posse da terra. Dificuldades Na semana passada, representantes da CPT, MST e MT estiveram reunidos com o superintendente regional do Incra, Antônio Carlos Pereira e o vice-presidente nacional do órgão, Eduardo Freire, para discutir algumas dificuldades para a concretização da reforma agrária em Alagoas. Na reunião, os representantes dos movimentos sociais reclamaram que não há avanços nos pontos que são discutidos nesses encontros. Além da demora para imissão da posse da terra, os trabalhadores não têm acesso a crédito e algumas denúncias feitas contra funcionários do Incra não foram devidamente apuradas. ?Colocamos inclusive na reunião o temor de que esteja havendo represália contra a CPT por causa dessas denúncias, pois até agora, não houve nenhuma imissão para a Pastoral?.

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