Cidades
Entidades v�o � Justi�a contra Prefeitura
Entendendo como intolerância religiosa a decisão da Prefeitura de Maceió, de estabelecer a área e o tempo para as manifestações das religiões afro-brasileiras no último dia 8, dedicado à Iemanjá, as entidades deste segmento decidiram reclamar judicialmente. Reunidos na manhã de ontem, na sede da OAB/AL, professores, representantes de movimentos sociais, babalorixás e yalorixás discutiram formas de manifestar indignação com o que consideram desrespeito com suas crenças. Além da ação judicial, que atingirá também o secretário de Convívio Urbano, Galvacy de Assis, por ameaçar retirar à força os religiosos da praia, os praticantes das religiões de matriz africana vão cobrar que a prefeitura apresente um pedido formal de retratação durante ato simbólico de lavagem da calçada da sede do executivo maceioense. Além de audiência na Câmara de Vereadores de Maceió, com participação da bancada evangélica, a reunião decidiu pela realização um grande ato em fevereiro próximo para relembrar o episódio histórico conhecido como ?O Quebra de 1912?, e fazer uma comparação com as perseguições que enfrentam hoje.