Cidades
Desafios e supera��o: relatos de quem venceu
Foi a vida quem fez delas agora pessoas especiais. Diante de dificuldades e de barreiras que pareciam intransponíveis, não se intimidaram. Em busca de um sonho ou da realização de um desejo tão profundamente acalentado, ignoraram limites e não mediram esforços para transformar a realidade em que se encontravam. Se havia tristeza há um ano, nessa mesma época, hoje só há riso e alegria. Há poucos dias do fim de 2011, em meio ao clima fraternal e ao turbilhão de emoções que a época invoca, essas mulheres têm algo mais a comemorar. Depois de muita luta, angústias e aflições, a advogada Ana Carolina celebra a gravidez de 13 semanas e aguarda a chegada do filho tão sonhado. Viviane Lessa é só felicidade ao alisar a barriga de 5 meses e imaginar a cria no colo. Essa sensação já sentiu Ana Dayse Morais, mas só depois de muito sofrer e insistir. As três são pacientes do doutor Marco Cavalcanti, especialista em ginecologia e obstetrícia e um dos principais nomes no Brasil quando o assunto é reprodução humana e realização do sonho da maternidade. Da frustração ao sucesso na insistência do desejo de ser mãe Mesmo depois da primeira tentativa frustrada, a advogada Ana Carolina Guzzo não desistiu. O desejo de ser mãe, de ninar com ternura a cria, foi maior que os obstáculos. No primeiro ano de casamento, decidiu que queria ter um filho. Parou de tomar o anticoncepcional. ?Mas passei a sentir cólicas muito fortes?, conta Ana Carolina, que começou a suspeitar de que poderia sofrer da síndrome de ?ovário policístico?, um conjunto de sintomas provocado pela formação de microcistos no ovário. ?Fui a vários médicos em Maceió. Um deles chegou a sugerir que eu retirasse os ovários?, relembra. Foi em uma consulta em São Paulo que descobriu que o problema que estava dificultando sua gravidez era a endometriose. ?Quando soube do diagnóstico, passei a pesquisar e vi que um número expressivo de mulheres tem o mesmo problema?, diz a advogada. Vazio é preenchido com conquista e se transforma em incentivo O nome da filha que agora segura no colo com carinho e orgulho simboliza a sensação que toma conta de Ana Dayse Morais: Maria Vitória, um ano e oito meses. Antes da chegada da pequena, a mãe dela enfrentou verdadeira via-crúcis para sentir o sabor da maternidade. Por duas vezes, ficou grávida, mas nas duas oportunidades a gravidez se deu nas trompas. Perdeu as duas. Ao ser atendida pelo doutor Marco Cavalcanti, foi constatado que Ana Dayse sofria de má formação do útero. Assim, ela foi submetida à cirurgia de correção. ?Olha, foi uma luta muito grande. Foram mais de dois anos de tratamento?, conta Ana Dayse. Depois que terminou o tratamento, decidiu com seu médico que tentaria a fertilização in vitro.