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Paralisa��o tumultua tr�nsito

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Os rodoviários deflagraram na manhã de ontem mais uma paralisação em Maceió, desta vez para reivindicar o pagamento do plano de saúde e da diferença do ticket alimentação, que não tinha sido repassado pelas empresas aos trabalhadores. No Centro da capital, os ônibus parados formaram uma longa fila, deixando o trânsito ainda mais caótico na região. Os usuários do transporte público, que foram pegos de surpresa, reclamaram da paralisação, que só chegou ao fim ao meio dia, após acordo entre os empresários e os trabalhadores. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Alagoas (Sinttro/AL), Écio Luiz Marques, o pagamento do ticket alimentação teria sido feito sem o reajuste de R$ 30 que deveria entrar em vigor neste mês de janeiro. ?Firmamos um acordo no ano passado para que o reajuste de trinta reais fosse pago agora em janeiro, mas as empresas não cumpriram com o que foi acordado e só repassou duzentos e cinquenta reais, a quantia desatualizada?, destacou. Situação é discutida em audiência no TRT Enquanto o caos tomava conta do Centro da capital, representantes dos trabalhadores, das empresas e da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) estavam reunidos em audiência, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), para discutir questões relacionadas a outras reivindicações feitas pelos rodoviários na semana passada: a falta de infraestrutura nos terminais e a inexistência de um corredor de ônibus na Avenida Fernandes Lima. A audiência aconteceu depois que os trabalhadores foram impedidos, por meio de liminar concedida pela desembargadora e presidente do TST, Vanda Lustosa, de deflagrar greve no último fim de semana. ?Nós queremos melhores condições de trabalho. Fomos impedidos de realizar a paralisação no fim de semana para exigir esse tipo de investimento, e agora estamos aqui para discutir essa situação junto com os empresários e a SMTT. É a primeira vez que realizamos uma mobilização por infraestrutura, pois estamos sem condições de trabalhar. Os terminais não possuem banheiro e a categoria fica à mercê da boa vontade dos vizinhos na hora da necessidade?, ressalta Écio Luiz.

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