Cidades
Passeio tur�stico provoca disputa no litoral
Japaratinga ? Na manhã de ontem, dezenas de turistas relaxavam nas águas mornas e plácidas das piscinas naturais de Japaratinga, popularmente conhecidas como ?Picões?, a cerca de 2 km da costa Norte de Alagoas. Desconheciam, entretanto, que a área é alvo de uma ferrenha disputa entre empresários sediados neste município e em Maragogi. Os nativos reivindicam exclusividade na exploração do passeio turístico, existente há cinco anos, e denunciam que desde a chegada das novas embarcações aumentou a degradação ambiental causada pela elevação do número de banhistas. A revolta maior dos empresários sediados em Japaratinga é que desde a entrada em vigor da Lei do Transporte Aquaviário no município de Maragogi, em 2008, as empresas japaratinguenses ficaram impedidas de explorar este tipo de serviço no município vizinho. A recíproca, porém, não é a verdadeira. A Gazeta apurou que a Prefeitura de Japaratinga concedeu alvará a uma empresa sediada em Maragogi que envia dois catamarãs e uma lancha aos Picões em dias de maré baixa. Acusados de degradação ambiental, concorrentes negam crime A Gazeta esteve ontem nas piscinas naturais de Japaratinga e dois catamarãs de um receptivo de Maragogi estavam ancorados na área. O marinheiro que conduziu a reportagem até o local trabalha para uma empresa de Japaratinga. Ele mostrou um pedaço de coral partido. Segundo o marinheiro, depois que empresas de Maragogi passaram a explorar o local, a degradação só aumentou e formações coralíneas surgiram quebradas. Ao ver o marinheiro mostrar o coral partido, Juan José Moreno se apresentou como representante de uma das empresas de Maragogi que exploram comercialmente as piscinas naturais de Japaratinga. Ele negou que o crime ambiental tenha sido cometido pela empresa em que trabalha. ?Sei quem fez isso e não fomos nós. Tenho foto para provar. Aqui, preservamos o meio ambiente?, garantiu Juan, para, em seguida, mostrar que possui alvará emitido pela Prefeitura de Japaratinga.