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Religiosos reclamam do munic�pio ao MP

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Representantes de entidades religiosas de matriz africana estiveram ontem no Ministério Público Estadual (MPE) para formular uma representação solicitando a apuração de uma suposta violação ao direito constitucional da liberdade religiosa, que teria ocorrido no último dia 8 de dezembro, Dia de Iemanjá, e sido praticado pelos órgãos da Prefeitura Municipal de Maceió. O grupo alega que o direito de realizar as manifestações afro e fazer as oferendas para Iemanjá foi cerceado com a decisão da Superintendência Municipal do Controle e do Convívio Urbano (SMCCU) e da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac) de restringir horário e local para que as manifestações acontecessem. De acordo com o presidente da Federação Zeladora das Religiões Tradicionais Afro-brasileiras em Alagoas, Paulo Silva, foi determinado que as homenagens a Iemanjá só poderiam acontecer no trecho que vai do início da Pajuçara à balança do peixe, no horário das 7h às 17h. Dirigentes defendem disciplinamento A presidente da Fmac, Paula Sarmento, mostrou-se surpresa com a denúncia e disse que a intenção, ao definir horário e local para que as manifestações afro pudessem acontecer, foi manter a ordem e o disciplinamento na orla da capital. Ao contrário dos representantes de entidades afro, ela diz que os religiosos não foram impedidos de cumprir os rituais em outros horários e locais. ?Em momento algum nós proibimos que as manifestações afro acontecessem. Eles poderiam fazer em outro lugar, só que o espaço não teria a mesma atenção, a mesma estrutura que foi disponibilizada pelos órgãos no local pré-definido para acontecerem as manifestações?, disse, explicando que o disciplinamento dos eventos que acontecem na orla passam por questões relacionadas ao trânsito e à segurança, por exemplo. Paula Sarmento afirma que a delimitação de espaço e de horário foi discutida em reunião com representantes das entidades afro e que não esperava que o assunto fosse causar polêmica.

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