Cidades
Quero voltar para a terra, porque o meu neg�cio � produzir
Antônio Alves, um dos coordenadores do MLT, recebeu a Gazeta em meio aos barracos, onde as condições de higiene são precárias e o espaço é limitado. No interior do Estado, a situação é semelhante; porém, além da pobreza, as famílias acampadas enfrentam a violência. ?Lá em Murici, o pessoal nos disse que um carro parou perto do acampamento e os homens começaram a atirar para cima. Eles devem ser capangas de usineiros e fazendeiros. Em Rio Largo, a polícia e seguranças dos latifundiários também fazem pressão?, relata. Entre os acampados na Praça Sinimbu, José da Mara, 54 anos, vive com a mulher e dois filhos. Atualmente, ele sobrevive da venda de garrafas PET que cata na praia. Mas não é essa a vida que ele quer. WM