Cidades
Anestesistas amea�am paralisar atividades
A anestesia salarial ameaça suspender as cirurgias eletivas pela rede pública e conveniada em Alagoas. Sem reajuste na remuneração há quinze anos, os médicos anestesistas realizam uma assembleia, no próximo dia 6, para discutir a paralisação das atividades. A defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) chega ao ponto de deixar a remuneração dos anestesistas de Alagoas até vinte vezes mais baixa que a de outros Estados, como no Tocantins. A presidente da Cooperativa dos Anestesistas de Alagoas (Coopanest), Rose Massuia, informa que o disparate também é observado em procedimentos específicos. Pela Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), o pagamento do serviço anestésico de uma cirurgia cesariana deve ser de R$ 370. ?Este valor é pago em Pernambuco, Estado vizinho ao nosso, mas aqui o repasse é de R$ 45. Para uma curetagem, a CBHPM estabelece R$ 220,00, mas a gente recebe apenas R$ 16?, denuncia a presidente. Secretário apela para bom senso Os anestesistas sugerem que Alagoas siga o exemplo de Pernambuco, onde já se paga R$ 2 mil por plantão de 24 horas, com acréscimo de produção e 30% de traslado para os médicos que não moram lá. ?Estão inaugurando um hospital em Palmares (PE) e anunciaram a contratação de anestesistas com estas condições. Mesmo assim, eles estão com dificuldades para fechar a escala de plantão?, informa Dário Braga Dória, lembrando que em Alagoas paga-se de R$ 300 a R$ 500 pelo plantão de 12 horas. O secretário municipal de Saúde, Adeilson Loureito, disse que encaminhou um e-mail para a Coopanest e o Sindicato dos Médicos (que apoia a mobilização) solicitando que os profissionais tenham bom senso e mantenham os serviços funcionando.