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Prestadores podem deflagrar greve caso governo n�o pague atrasados

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O presidente do Sindicato dos Prestadores de Serviço da Saúde, Chico Lima, considerou ?muito estranha e por demais oportunista e eleitoreira? a decisão do governo do Estado de pagar as 10 folhas de atraso salarial de mais de 1.500 integrantes da categoria até o próximo dia 10 deste mês. ?Cobramos os nossos direitos e sempre recebemos justificativa de que não havia recursos. Como é que, de uma hora para outra, o dinheiro aparece para pagamento, de uma só vez, de 10 folhas atrasadas??, questiona o sindicalista, segundo o qual os servidores podem deflagrar greve, a partir de hoje, por tempo indeterminado, caso não haja documentação oficial do governo do Estado. Chico Lima explicou que mais de 2.342 profissionais prestam serviços ao governo do Estado. Desse total, quem mais sofre são os 1.500 prestadores mais antigos. Segundo o sindicalista, eles amargam grandes dificuldades em virtude do não-pagamento de 10 folhas salariais. Proposta Ele informa que até às 19 horas da última terça-feira, não havia proposta alguma de pagamento de pelo menos cinco folhas de salários atrasados, conforme reivindicava a categoria. ?O governo passou todo o ano alegando falta de recursos. De repente, o dinheiro aparece e prometem pagar todo o atrasado de uma só vez. Muito estranha essa manobra do governo do Estado?, ressalta Chico Lima. Ele diz que a categoria volta a promover assembléia, a partir das oito horas de hoje, na porta da Unidade de Emergência para discutir a proposta do governo. Avisa ainda que não acredita na veracidade da informação e se o governo do Estado não formular compromisso em papel e de forma oficial, os prestadores de serviço da Saúde deflagram, a partir das 19 horas de hoje, greve por tempo indeterminado. ?Nós não confiamos mais nas promessas do secretário de Administração, Valter Oliveira. Em outubro, ele prometeu que receberíamos o 13º salário. Até hoje nenhum dos servidores pôs a mão nesse dinheiro?, reforça o sindicalista. De acordo com ele, com a deflagração de greve a partir de hoje, param os serviços ambulatoriais nas unidades hospitalares onde os prestadores de serviço atuam. ?Se o governo quer assim, o caos vai mais uma vez se instalar. O atendimento será feito com escala de apenas 30% dos servidores, conforme determina a lei de greve?, avisa o sindicalista.

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