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A LONGA ESPERA POR UM LAR, DOCE LAR

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Dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2008, revelam que, em todo o País, há 4.985 crianças e adolescentes à espera de um lar, enquanto o número de interessados inscritos na fila de adoção chega a 27.298 pessoas. A diferença seria suficiente para que os lares, abrigos e casas de adoção do Brasil fossem esvaziados. A questão, no entanto, foge da regra matemática e esbarra em outra: as exigências dos pretendentes. ?Normalmente, já no início do processo, os interessados deixam claro que buscam um determinado perfil disponível. Na maioria das vezes, eles querem meninas brancas, com menos de quatro anos de idade, sem moléstias e que não tenham irmãos?, afirma o juiz Nicolau Lupianhes, coordenador do CNA. Segundo ele, a lei estabelece que os irmãos não podem ser separados no processo de adoção, a não ser em casos excepcionais. Por esse motivo, muita gente desiste de adotá-los. Sobre o perfil de quem quer adotar uma criança ou adolescente, o juiz diz que as exigências básicas são a maioridade (é preciso ter mais de 21 anos), a estabilidade emocional e uma idade de, no mínimo, 16 anos superior à do menor pretendido. Também não é necessário ser casado para adotar.

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