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MAIOR ENTRAVE AINDA � O PRECONCEITO

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A Casa de Adoção Rubens Colaço, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), fica no bairro da Pitanguinha. Nela, vivem atualmente 13 crianças de zero a sete anos de idade e algumas maiores, que são especiais. A coordenadora da Casa, Maria da Consolação Cavalcante, conta que parte delas apresenta um histórico de abandono, maus-tratos e abusos. ?Há alguns casos de crianças que se perdem da mãe, vêm parar aqui e depois são encontradas?, revela a coordenadora. Segundo ela, a maioria chega ao local fragilizada. ?Há deles que, no início, choram muito e são aéreos?, relata. Maria da Consolação diz que torce para que os pequenos lá atendidos consigam ser reintegrados ao seio familiar ou encontrem uma nova família. Quando isso não ocorre, eles são encaminhados para outras instituições. Mas o processo até a adoção é um pouco complexo, já que, pela lei, os parentes têm a preferência pela guarda dos menores. ?Quando a criança chega aqui, normalmente encaminhada pelo Juizado e o Conselho Tutelar, a gente procura a mãe para saber o motivo do abandono. Quando ela não o quer, buscamos um parente, que pode ser uma tia, avó, primo ou outro. Se não houver a reintegração, a gente faz um ofício, pedindo a destituição familiar e depois encaminhamos para a adoção?, explica.

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