Cidades
Amostras de DNA mofam no IML
Cerca de 200 amostras para coleta de DNA estão apodrecendo numa geladeira do Instituto Médico Legal (IML) de Maceió há mais de dois anos, sem nenhuma expectativa de realização do exame. O diretor do laboratório de genética da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Luiz Antônio Ferreira, atribui o problema à ?falta de interesse?, ?irresponsabilidade? e ?malandragem? de gestores da área de segurança e do governo do Estado. Segundo o professor Luiz Antônio, o convênio firmado entre a Secretaria de Defesa Social (Seds) e a Ufal para a realização dos exames de DNA só durou cerca de um ano e nunca custou um centavo sequer ao Estado. ?Isso é uma barbárie total. E como ficam essas 200 famílias? Ter todas estas amostras sem fazer um teste de DNA é um desamor muito grande à terra. No Estado mais violento do País, a pessoa não se digna a resolver isso. É um descaso terrível?, desabafa o geneticista. O diretor do IML, Gerson Odilon, confirma o problema, destacando que há uma grande quantidade de laudos pendentes. ?Sem o DNA, isso dificulta a conclusão dos nossos resultados, o que também emperra o trabalho do Judiciário, desde os inquéritos policiais até os processos e julgamentos?.