Cidades
Invasores desocupam conjunto
Sete filhos, 35 anos, uma esposa que fugiu e nenhum teto para morar. Os números da vida de Luciano Ambrósio são como flechas que perfuram-lhe a memória. Obrigado a sair da casa que tomou posse, o servente de pedreiro observa a chuva fina molhar a mudança amontoada no meio da rua, enquanto espera a carroça para o transporte. Luciano é o chefe de uma das 99 famílias despejadas, ontem pela manhã, do Conjunto Bosque dos Palmares, no município de Rio Largo. ?Não sei ainda para onde eu vou?, lamenta o pai que participou da ocupação, há duas semanas, para deixar o barraco coberto de lona, no Conjunto Denisson Menezes, onde se abrigava com a prole. As famílias concordaram em deixar o local pacificamente, após a promessa do governo do Estado de que elas vão receber casas no conjunto José Aprígio Vilela, no Benedito Bentes, que está em fase final de obras. Até lá, a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) garante o pagamento de quatro meses de aluguel social, no valor de R$ 150.