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Oper�rio desempregado reclama da exclus�o social

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Barba por fazer, unhas imundas e roupa estraçalhada. Sentado à beira da calçada diante do Palácio do Trabalhador, no centro de Maceió, o antigo operário de fábrica de enlatados nem parece o homem que tinha emprego e sustentava mulher e três filhos até 15 anos atrás. Seu nome: Benedito Francisco Lima, de 45 anos, 15 dos quais dedicados à humilhante tarefa de esmolar para preencher o vazio do estômago agora acostumado ao alimento incerto. ?Minha desgraça começou no dia da demissão. Os amigos se afastaram. Não conseguia um novo emprego e fui obrigado a sair de casa. Deixei para trás a esposa e mais três filhos. Sem salário, eles começaram a passar fome. Foram tentar a vida com ajuda de parentes em Pernambuco?, resume seu Benedito Francisco Lima, outra personagem da exclusão social que atinge metade de Maceió e impõe à população menos favorecida a mendicância como alternativa de sobrevivência. ?Tentei por diversas vezes conseguir emprego. Eles parecem ter desaparecido. Nem mesmo como servente de pedreiro eu consigo trabalhar. E depois de toda essa humilhação, ainda sou vítima da desgraça da bebida que me protege do frio nas noites do centro da cidade?, revela Benedito Francisco, homem sempre à espera da sopa e do pedaço de pão distribuído por voluntários da iniciativa privada e que encabeçam projetos sociais de amparo aos que nada têm.

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