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Tr�fico de drogas: um caminho sem volta

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Hércules tem 18 anos, foi interno aos 16, deixou a escola aos 15, assaltou aos 14, traficou aos 13 e escapou da morte duas vezes. ?A segunda foi pior, um traíra fez uma cocó, tinha três caras me esperando, levei os primeiros tiros e corri, mas depois caí. Levantei e caí de novo. Foram cinco tiros, dois no braço, dois na coxa e um perto da bunda. Fingi de morto, mas um ainda veio para cima e apertou o gatilho do oitão na minha cabeça. Quebrou coco e eu vivi?. Tanto infortúnio em tão pouco tempo e um sorriso que não sai do rosto nem quando se lembra da morte tão perto são suas marcas registradas. Hércules foi detido por assalto à mão armada, mas entrou no mundo do crime pelo mesmo portal que transformou a vida de quase todos os seus vizinhos de internação: o tráfico de drogas. Para meninos como Hércules, ?o cara só tem valor com um berro na mão?. E eles não gostam de ser tratados como meninos. ?Já vi muito homem de 12, 13, 14 anos ajudando o movimento, começa levando um ferro para alguém, fica de ponteiro, depois vai pegando moral e entra de vez?. Depois disso, não tem mais volta. ?A influência leva o cara a perder a ideia do perigo das coisas. Tem muita treta com os caras que querem mandar na área da gente, que querem a boca dos outros?. MG

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