Cidades
Fam�lias t�m 30 dias para deixar comunidade
Representantes das secretarias de Meio Ambiente, Ação Social e Turismo da Prefeitura da Barra de São Miguel reúnem-se, segunda-feira próxima, com o Ministério Público Estadual (MPE) para discutir alternativas de combate ao avanço da favelização da comunidade de Palatéia, às margens da paradisíaca Lagoa do Roteiro. Na localidade, encravada em área de Mata Atlântica pertencente à União, deveria haver 60 residências, mas levantamento recente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente constatou algumas construções irregulares, a maioria pertencente a descendentes dos nativos, e ainda a chegada de forasteiros de outros municípios. A notícia da proliferação de casebres já tinha sido comunicada pela secretária Taciana Amorim ao Instituto do Meio Ambiente (IMA) e ao Ministério Público (MP) meses atrás. Anteontem, no entanto, determinação da promotora de Justiça Stela Valéria de Farias Cavalcanti recolocou a comunidade no noticiário nacional. A fiscal da lei fixou prazo de 30 dias para que a prefeitura remova as choupanas irregulares e providencie o cadastro de quem, regular ou irregularmente, ocupa pequeno pedaço de chão naquela área de proteção ambiental de mais de cinco quilômetros quadrados. Também cobrou a construção de imóveis de alvenaria para as famílias.