Cidades
Mutir�o julga centenas de processos criminais
Há quase dois anos, uma jovem de 26 anos foi flagrada saindo de um centro comercial de Maceió com duas peças de vestuário em sua bolsa, quando tinha pago apenas por uma delas. O estabelecimento prestou queixa na Central de Polícia e o caso acabou na Justiça. Ontem, numa audiência judicial, a jovem foi condenada a prestar serviços comunitários numa creche no bairro onde mora, e o processo foi encerrado. Este foi um dos 160 processos criminais selecionados para mais um mutirão do Poder Judiciário, que tenta reduzir o volume de ações sem julgamento. Dessa vez, o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) escolheu a 10ª Vara Criminal da Capital para ser atendida pelo programa Justiça Itinerante. ?Quando assumi, em abril do ano passado, havia mais de 500 processos aqui?, disse o juiz titular, George Leão Omena, que solicitou ao tribunal o mutirão realizado ontem. Organizado pela Central de Conciliação, o mutirão movimentou os corredores e salas no 3º andar do prédio sede do Fórum de Maceió, no Barro Duro.?Realizamos audiência de instrução em processos criminais, com réus soltos e em liberdade. Alguns só seriam apreciados no final do próximo ano?, disse a juíza Fátima Pirauá, coordenadora da Central de Conciliação.