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Cria��o de jacar�s ganha reconhecimento nacional

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A carreira de uma lagartixa na cozinha já é motivo de chilique; até a pequena briba ativa fobias e sobressaltos na dona de casa. Imagine o baita susto que a invasão de um jacaré pode provocar na maioria das mulheres (e de muitos marmanjos). O réptil de aparência pré-histórica pode alcançar três metros de comprimento, tem agilidade nos movimentos e é temido pela mordida voraz. Após enfrentar um divórcio e enfartar por excesso de trabalho aos 34 anos, Maria Cristina Ruffo fechou três empresas em São Paulo e se mudou para Maceió em busca de qualidade de vida. Encantou-se com as praias, comprou um sítio em Fernão Velho e trocou o ritmo alucinado pela brisa lagunar. Então, a Natureza pregou uma peça na mulher da cidade grande. Certo dia, Cristina ficou frente a frente com três jacarés no quintal do sítio. E não teve medo. Pelo contrário, pensou num grande negócio. ?Ao invés de matar e fazer churrasco, como a maioria dos fazendeiros faria, resolvi preservar?. Foi preciso muito trabalho, pesquisa científica e superação para o insight se transformar numa empresa formal que dá lucro. Cristina descobriu que os três ?visitantes? eram da espécie Caimam latirostris, ameaçada de extinção e conhecida no popular como jacaré-de-papo-amarelo.

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