Cidades
A ARMA DO CHOQUE PODE MATAR
Dois casos recentes de morte em procedimentos policiais em que foi usada a pistola Taser (arma eletrostática inicialmente difundida pela polícia brasileira e alagoana como não letal) fez ressurgir a discussão sobre a segurança do uso desse equipamento desenvolvido e adotado pelas corporações de segurança pública como arma revolucionária, capaz de viabilizar a ação policial em situações de confronto e violência, possibilitando a contenção do infrator, preservando-lhe a vida. Pelo menos esse é o princípio dessa arma, aparentemente inofensiva, ao ponto de ter vendas anunciadas até pela internet ? embora, legalmente, a Taser só possa ser fornecida a órgãos governamentais e a empresas de vigilância armada, mediante autorização do Ministério da Defesa. No entanto, vez por outra a tese da segurança dessa arma é abalada por notícias de morte em operações em que ela estava sendo usada. Em Sidney, na Austrália, o estudante brasileiro Roberto Laudísio Curti, 21 anos, morreu após sofrer quatro descargas elétricas da arma de choques, durante uma perseguição policial ainda não esclarecida, na madrugada de domingo, 18 de março.