Cidades
A LEI FOI MESMO QUE NADA
A cerveja, a caninha e a música da vitrola acionada por meio de uma ficha animam o boteco comandado pelo comerciante Avelino dos Santos Moura, de 48 anos. Por trás do balcão e dos vidros de cachaça de maracujá, de abacaxi e de outras frutas, ele sentencia. ?O mata-mata continua aqui no Santos Dumont. Mas só morre vagabundo que tem envolvimento com droga?, afirma. Na época em que a Lei Seca foi implantada no bairro, ele era dono de um churrasquinho e, assim como os outros comerciantes, teve prejuízo e deixou de faturar ao ter que encerrar o ?expediente? às 22h. ?A Lei Seca foi mesmo que nada para os vagabundos. Porque esses malandros quando querem matar não vêm beber, vão usar drogas pra lá?, diz Avelino, para quem a medida de segurança não surtiu efeito. ?Acho que a polícia tem que trabalhar pra dar conta da violência. Como é que os policiais vão trabalhar com os bares fechados??, indaga. O comerciante Avelino dos Santos Moura confessa que se sente inseguro com o clima de violência que ainda impera no Santos Dumont.