Cidades
UNIVERSIDADES P�BLICAS VIVEM CAOS
Entre bandidos em fuga, greves e desabamentos, o ensino público de nível superior cai aos pedaços em Alagoas. Em prédios velhos com tetos despencando, salas cedidas por escolas em reforma ou sem um campus sede, cerca de 40 mil estudantes tentam aprender alguma coisa que preste nas quatro universidades ?instaladas? no Estado. Isto se a aula não for encerrada, por um tiroteio entre policiais e presos que moram ao lado das salas e laboratórios. Nas duas instituições de ensino estaduais e nas duas federais, há obras interrompidas ou projetos que não saem do papel. A infraestrutura é um vexame de dar dó, principalmente nos campi e unidades do interior. Seja na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) ou no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas (Ifal), a pompa dos nomes e siglas não disfarça o ridículo. A comunidade acadêmica tenta reagir com protestos e paralisações. Num ato de desespero, alunos e professores da Uncisal até viveram uma cena tragicômica ao perseguir o governador Teotonio Vilela Filho, que praticava caminhada, e cercá-lo nas areias de Ponta Verde em pleno domingo. Está registrado no YouTube. ?Saia justa? parecida já tinha acontecido quando estudantes da Uneal encostaram Téo contra a parede, durante a inauguração de um posto policial em Arapiraca.