Cidades
ESTUDANTES TEMEM A FALTA DE SEGURAN�A
A invasão de presos ao Campus de Arapiraca foi o ápice do caos, o estouro da represa de problemas que se acumulam há anos no processo de interiorização da Ufal. Com medo de novas fugas ou de morrer no meio da troca de tiros, os professores, funcionários e estudantes decidiram fechar a academia até que se erga um muro nos arredores do presídio ou que seja construída nova penitenciária, longe da universidade. Pelo visto, nem uma coisa nem de outra deve acontecer tão cedo. O governo do Estado já deixou claro que não tem recursos para levantar o muro. A Justiça barrou a tentativa de desativar o presídio, transferindo os reeducandos para Maceió. Resta agora esperar pela boa vontade do governo federal enviar dinheiro para a construção de uma nova unidade prisional no Agreste. O coordenador do DCE da Ufal, Jeferson Silva, afirma que a perspectiva negativa resume a forma como os governos estadual e federal tratam o ensino superior. ?Em todos os campi, há um descaso completo, tentam manipular os estudantes para eles se calarem, todos os polos do interior são em locais afastados, muitos têm estrutura precária ou improvisada?, afirma Jeferson, que estuda Biologia em Arapiraca.