Cidades
Infelizmente n�o tem mais como voltar no tempo
Após o episódio, a família fez mais pesquisas sobre o assunto e descobriu que há muitos acidentes, quase todos em atividades de lazer, fora de circuitos profissionais. ?Há acidentes constantes, com fraturas, pancadas, inchação, pés quebrados, luxação e raladuras. Também soubemos que houve outros casos de escalpe?, afirma Gustavo. Os irmãos e o primo afirmam que a escolha dos competidores para as corridas não é adequada nem segue qualquer critério. ?Ela era criança e foi encaixada numa categoria com pessoas de várias idades, peso e experiências diferentes. Tem gente com mais desenvoltura que faz ultrapassagens radicais. A velocidade é muito alta?, aponta Felipe. O irmão que estava no local conta que Carolina estava eufórica, muito feliz, cheia de adrenalina e não teria condições de perceber os cabelos deslizando. Fato que certamente seria evitado se algum funcionário a tivesse monitorado na hora de colocar a balaclava e prender os cabelos. ?Esta empresa deve rever toda a questão de segurança. O culpado disso é quem? É o dono da empresa. A gente também pede que a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros fiscalizem isto melhor?, afirma Gustavo Porto. ?Infelizmente não tem mais como voltar no tempo. O que aconteceu, aconteceu?, lamenta Felipe Porto. O pai de Ana Carolina, empresário Gentil Melo Porto autorizou os filhos a falar sobre o assunto. MG