Cidades
TRATO COM ESP�CIES REQUER ESTUDO
Quando tinha apenas cinco anos, Dorival Lima foi fotografado segurando um lagarto Tropidurus hispidus, que vem a ser tão apenas a nossa popular ?catenga?. Naquele momento, ele revelou sua vocação para o trato com os animais. Formado em Biologia pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), ele agora se dedica aos ?bichos?. Exibe, vaidoso, um belo espécime de gavião asa-de-telha, ainda sem nome. Nascida em cativeiro, no Criadouro Fukui, no Rio de Janeiro, a ave chegou a Dorival pelo preço de R$ 2.500. Apesar de parecer dócil, Dorival alerta sobre o bicho. ?É um animal arisco e só deve ser manejado por quem estudou bastante sobre a espécie. É um conselho que dou a quem quer criar qualquer que seja a espécie animal?, diz o biólogo. Sobre a relação com o seu gavião, que foi adquirido quando já tinha cinco meses, ele admite que não há troca de afeto. ?O vínculo se dá pelo treinamento específico, e a ligação afetiva fica um pouco de lado?, diz Dorival, que não sabe definir o apego aos animais que não retribuem o carinho do dono. ?Não sei explicar como é possível ser tão apegado a répteis que não interagem. É algo inexplicável, simplesmente sou apaixonado por bichos, sendo correspondido ou não?.