Cidades
RELATOS DE DOR CONTRA O CRIME
Que a criminalidade tem crescido em Alagoas, todo mundo sabe. Se não bastassem as notícias diárias de vidas ceifadas pela violência, as estatísticas têm confirmado, numa frequência constrangedora, que os números de homicídios têm se mostrado alarmantes, ano a ano, mantendo Alagoas no topo do ranking de Estados mais violentos do Brasil e já se projetando também no ranking mundial. O que poucos conhecem são as histórias de vida das vítimas fatais dessa violência, e do sofrimento causado por cada homicídio à família dessas vítimas ? seja homem ou mulher, jovem ou idoso, criança ou adulto, hetero ou homossexual. São histórias interrompidas em plena construção, sonhos manchados de sangue, projetos ceifados com as vidas que se foram. Resgatar essas histórias e torná-las visíveis é o foco do próximo ato ? o 11° ? que está sendo construído pelo Programa Ufal em Defesa da Vida. Com o tema ?As vítimas de violência em Alagoas: a dor que os números não revelam?, a ideia, segundo a professora e socióloga Ruth Vasconcelos, coordenadora do programa, é humanizar estatísticas, transformando números em histórias de vida, contadas por quem sofreu a perda violenta de um ente querido ? familiares ou amigos ? e, por meio delas, sensibilizar a sociedade para o problema.