Cidades
RELIGIOSAS SE ISOLAM DO MUNDO EM NOME DA F�
A vida atrás de grades. A expressão, geralmente associada à reclusão imposta pela Justiça àqueles que agem em desacordo com a lei e representam um risco no convívio social, pode ser também a tradução de uma opção de amor sem limites. É assim para religiosos e religiosas que se trancam em conventos em busca da paz espiritual e da comunhão com Deus. É assim para as irmãs da Ordem das Carmelitas Descalças de Santa Teresa de Jesus de Ávila, que deixaram a vida aqui fora e escolheram se enclausurar por trás dos muros e grades de um carmelo para viver uma vida de recolhimento e oração. Para elas, as grades favorecem a entrega total a Deus. E traduzem o pensamento de Santa Teresinha, segundo o qual a livre escolha da vida de clausura comporta uma separação radical do exterior para conseguir o desprendimento interior e uma vida a sós com Deus. Este, segundo elas, é o ?segredo? que existe por trás das grades da clausura. Em Maceió, elas vivem num carmelo construído no alto de Riacho Doce, pela força de vontade do monsenhor Pedro Teixeira, pároco da Igreja do Divino Espírito Santo, que, movido pela devoção a Santa Teresinha, cumpriu o propósito de edificar o Carmelo de Santa Teresinha, que ele quer transformar num centro de oração e fé. Se perguntado sobre quanto gastou na obra, iniciada em 2003, ele responde ?alguns milhões?. Sabe que se desfez dos bens que herdou da família para investir no projeto e que, apesar disso, ainda deve cerca de R$ 400 mil.