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‘SEBOS’ SE MODERNIZAM PARA SOBREVIVER

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Os passos apressados que atravessam o Centro da cidade são convidados a desacelerar quando cruzam a Avenida Barão de Atalaia. As prateleiras abarrotadas de livros e discos de vinil ocupam cerca de 10 alfarrábios, que se reinventam para não cair no ostracismo. Na tentativa de tornar a tecnologia aliada dos artigos vintage, meios como SMS (mensagem para celular) e e-mails têm se tornado uma prática comum entre os alfarrábios para manter o vínculo com a clientela, cada vez mais escassa. Edvaldo José Pereira, 50 anos, tem alfarrábio há duas décadas. Há cinco anos, utiliza o e-mail como ferramenta de comunicação para tentar manter a assiduidade dos clientes e a rotatividade das prateleiras. Seu alfarrábio, com cerca de 10 mil livros e oito mil discos, fica localizado na Galeria Julita Ramos, que comporta, além do estabelecimento, mais dois acervos alfarrabistas diferentes. Edvaldo passou a enviar, via e-mail, listas para os clientes com as atualizações do acervo no momento em que começou a sentir que a procura pelos artigos começou a diminuir. Para Edvaldo Pereira, a pequena fatia do público de alfarrábios no Estado passou a ser dividida com os sebos virtuais. ?Nós estamos em um Estado em que quase a metade da população é analfabeta e apenas 4% das pessoas alfabetizadas chegam à universidade. Não existe uma efervescência no consumo de livros; isso se reflete no movimento dos alfarrábios e livrarias. Antigamente, quando essa pequena parcela da população comprava nos sebos, existia uma rotatividade grande. Nós perdemos uma fatia muito boa para a internet?, disse.

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