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A TRISTE ESPERA POR NOT�CIAS DE PESSOAS QUE SUMIRAM

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No último Dia das Mães, não teve almoço especial, nem presentes e nem alegria na casa das irmãs Carliane e Gleiciane. A mãe delas, Maria Rosimeire Góis da Silva, está desaparecida há 60 dias. ?Foi a primeira vez que passamos essa data sem ela e foi muito triste. Todos os dias têm sido assim, desde que ela sumiu. É só tristeza, ansiedade e uma angústia sem fim. A gente espera uma notícia cada vez que o telefone toca; fica imaginando coisas: se está se alimentando, se está no meio da rua, se está com frio. Essa dúvida é a pior coisa que alguém pode sentir?, diz Carliane. Esse é o sentimento de milhares de pessoas que vivem o desespero da espera por notícias de um parente ou amigo desaparecido. E não são poucos os casos. Há estimativas do governo de que cerca de 40 mil crianças desaparecem no Brasil a cada ano. Estendendo-se para a população adulta, essas estimativas praticamente dobram. Mas a organização Desaparecidos do Brasil ? desaparecidosdobrasil.org ? acredita que o número é muito maior, já que não existem registros oficiais de todos os casos. Carliane e Gleiciane moram em Fortaleza (CE) e esta semana enviaram uma mensagem por e-mail à Gazeta, pedindo ajuda para tentar encontrar a mãe. Nesses dois meses de busca ? ela desapareceu no dia 28 de março ? elas já visitaram delegacias, hospitais, casas de parentes e amigos, centros de referência em Assistência Social, Instituto Médico Legal (IML), sempre deixando foto e telefones de contatos, na tentativa de alguma notícia. A única pista que conseguiram foi na rodoviária de Fortaleza, onde tiveram a informação de que Maria Rosimeire teria embarcado para Maceió dia 30 de março.

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