Cidades
Barracas de praia s�o demolidas
O canto da sereia não é mais o mesmo. O que se ouviu ontem na praia que leva o nome da figura mitológica foi o barulho de máquinas demolindo cinco barracas e um restaurante com piscina. A ação de despejo determinada pela Justiça Federal na Praia da Sereia mobilizou um forte aparato de policiais federais, militares e integrantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), ontem pela manhã. Uma força avançada do Batalhão de Operações Especiais (Bope) ficou instalada na praça de Riacho Doce, à espera de ordens para avançar, enquanto viaturas da PF e da PM circulavam pela área da demolição, monitorados pelos oficiais do Gerenciamento de Crises. Mas toda a mobilização ostensiva foi desnecessária. Os donos das barracas (já demolidas ou que estão por vir abaixo) e suas famílias só fizeram chorar e lamentar. Nesta segunda fase de demolição, ontem os alvos foram as barracas Siri Cascudo, Belezal, Encanto do Mar, Chique Chique, Norte Sul e o restaurante Maravilha. ?Não precisa essa polícia toda, aqui não é área de guerra para a Marinha vir tomar o que é nosso, também não tem bandido, somos pais e mães de família. Quando ficar sem barraca, sem banheiros, sem nada, isso aqui vai ser tomado pelos ambulantes e a área vai ficar cheia de lixo e sujeira?, reclama Givanilda dos Santos, comerciante há 31 anos.