Cidades
APICULTOR TRANSFORMA REALIDADE
Até pouco tempo atrás, a própolis vermelha era descartada da produção nos apiários alagoanos. Foi a partir da curiosidade do apicultor José Marinho, da região de Marechal Deodoro ? há 30 anos na atividade ?, por aquele ?grude? que juntava nas brechas das colmeias, que essa realidade começou a mudar. Por conta própria, ele começou a levar na bagagem, quando participava de congressos de apicultura, pequenas amostras da substância, na esperança de que algum pesquisador se interessasse em descobrir o que era aquela pasta vermelha e se poderia servir para alguma coisa. Não tardou a descobrir que era a própolis vermelha e as suas amostras também não demoraram a despertar o interesse de cientistas, entre eles a professora Maria Cristina Marcucci, pesquisadora específica da própolis que seu Marinho conheceu durante um congresso em Campo Grande. Foi a partir daí que se descobriu que aquele produto que os produtores alagoanos jogavam fora poderia proporcionar diversos benefícios à saúde, com uma ação vinte vezes mais rápida que a própolis verde. As pesquisas despertaram o interesse dos laboratórios, que começaram a utilizar a própolis vermelha para a fabricação de medicamentos, por suas propriedades exclusivas, que resultaram na Indicação Geográfica. Daqui para a frente, segundo Ticiani Gomes, a ideia é atrair a indústria de fitoterápicos e mais recursos para pesquisas que possam potencializar ainda mais o aproveitamento da própolis vermelha alagoana. ?Os estudos apontam que poderemos estar diante de uma substância de ação terapêutica eficaz no combate a alguns tipos de câncer e já comprovaram seu poder de ação até mesmo contra uma superbactéria, além da ação cicatrizadora, testada inclusive em dois estudos de casos clínicos, e da redução da subnutrição em crianças?, conclui Ticiano Gomes. FA ?