Cidades
O SOFRIMENTO PARA ANDAR DE TREM
Nunca foi tão difícil andar de trem na região metropolitana de Maceió. Há dois anos, o povo não escuta mais o apito entre Satuba e Rio Largo. A tímida linha férrea de 33 quilômetros está com um trecho de 13 quilômetros interditado desde a cheia de 2010. Para piorar, os passageiros da parte restante sofrem com a greve dos ferroviários, que completa um mês esta semana. Os trilhos ficam vazios e as estações, abandonadas o dia inteiro. Em ?compensação?, os três únicos conjuntos que vêm para Maceió de manhãzinha só andam superlotados. O acordo entre o Sindicato dos Ferroviários e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para garantir os 30% de serviços essenciais estabeleceu a saída de trens da estação de Satuba em três horários: 6h, 6h30 e 7h. É preciso paciência e ginástica para conseguir uma vaga em vagões comparáveis a latas de sardinha. Quem perder o trem fica no prejuízo. Vai sofrer para caminhar até o ponto de ônibus, encarar o trânsito engarrafado e pagar até R$ 8 a mais para ir e voltar ao Centro de Maceió. Sem contar que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), cuja tarifa é 50 centavos, tem ar-condicionado, sistema de som e poltronas confortáveis.