Cidades
M�dicos federais fazem greve para tentar barrar MP
Ao menos no Posto de Atendimento Médico (PAM) Salgadinho, em Maceió ? um dos mais procurados pela população usuária da assistência do Sistema Único de Saúde (SUS) ?, a greve anunciada pelos médicos do serviço público federal não surtiu efeito. Ontem, primeiro dia da mobilização da classe, aquela unidade de saúde funcionou normalmente. ?Nenhum médico faltou ou deixou de atender?, disse o diretor do PAM Salgadinho, Francisco Lins. Ele ressalta que a administração do posto não foi comunicada de qualquer paralisação, tanto que não suspendeu a marcação de consultas para os 20 profissionais federais que servem à população ali atendida. O PAM Salgadinho, que realiza cerca de 18 mil atendimentos mensais, tem, entre seus profissionais, 20 médicos e 11 dentistas que são do serviço público federal. Há expectativa de que eles se juntem aos mais de 300 médicos federais de Alagoas que decidiram suspender o atendimento à população. Os médicos federais são remanescentes do extinto Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), que, com a municipalização da saúde, foram distribuídos para diversas unidades, entre elas o PAM Salgadinho e o Hospital Universitário (HU). Eles reclamam dos prejuízos que a Medida Provisória 568/12 trará para a categoria.