Cidades
Alunos e servidores do Ifal fazem protesto
?Falta laboratório, falta material. Do que é que adianta estudar na federal??. Esse foi um dos gritos de protesto dos alunos, professores e funcionários do campus do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) de Marechal Deodoro, na manhã de ontem, quando saíram às ruas com narizes de palhaço, cartazes, faixas, apitos e carro de som em protesto por melhoria na qualidade da educação. O Ifal de Marechal Deodoro, que funciona nos três turnos com turmas de Nível Médio e Nível Tecnológico, é o quinto dos onze campi que existem em Alagoas a aderir à greve nacional. Os servidores reivindicam reajuste salarial de 22,08%, a regulamentação do Plano de Cargos e Carreira, concurso público e melhores condições de trabalho. Os estudantes, que tomaram as ruas da cidade em apoio à greve de professores e técnicos, também têm demandas. ?Na segunda-feira (25), vamos fazer uma assembleia para decidir se vamos parar, mas hoje (ontem) estamos aqui para apoiar os professores e os técnicos do Ifal. Precisamos de laboratórios, salas de aulas estruturadas, mais professores e técnicos, investimento em projetos de pesquisa e extensão e um refeitório, já que o que tinha foi fechado?, disse o representante do Diretório Acadêmico, o estudante de Gestão Ambiental Matheus Carlos de Oliveira. Para o movimento, não adianta a política de expansão do governo federal, já que não há qualidade. ?Os campi têm estruturas precárias e não temos reajuste salarial há mais de quatro anos?, revelou o representante dos técnicos administrativos, Rivadávia Souza Júnior. Hoje, representantes dos onze campi do Ifal se reúnem em assembleia para definir os rumos da greve e votar a paralisação dos outros seis institutos ainda em funcionamento. Eles também vão construir a agenda da greve no Estado e avaliar o que já foi realizado até o momento. ? * Sob supervisão da editoria de Cidades.