Cidades
Quituteiras v�o permanecer no cal�ad�o
Os quitutes da dona Josefa vão ficar mais gostosos. Especialmente hoje, um dia depois do acordo judicial que impede a retirada das quituteiras de Riacho Doce do calçadão do comércio. ?Zefinha? saiu da sede do Ministério Público comemorando a decisão e dizendo que queria logo chegar em casa para caprichar nos bolos, doces, cocadas, grudes, beijus e suspiros que prepararia ontem à tarde. A alegria que Josefa Bispo destila nas novas fornadas é compartilhada pelas quinze quituteiras que fazem ponto na Rua Boa Vista, ao lado da Igreja do Livramento, no Centro, há quase 40 anos. A ação da prefeitura para transferir todos os camelôs da área para o Shopping Popular quase leva as boleiras junto. A Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) já tinha notificado e estabelecido prazo para despejá-las do ponto. ?Ficamos aperreadas, mas decidimos procurar nossos direitos?, conta Zefinha. E assim o fizeram. Apresentaram requerimento à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio, comprovando que têm a permissão regular do uso do espaço há 25 anos e conseguiram fazer o seu próprio destino. ?Agora, só temos a comemorar. Graças a Deus, deu tudo certo, a gente estava sem conseguir dormir. Eu comecei a trabalhar lá desde criança, aprendi tudo com minha mãe, que começou a vender no beco há mais de 40 anos. Ela faleceu e eu assumi?, afirma a quituteira Rafaela dos Santos.