Cidades
PARTO EM CASA DIVIDE OPINI�ES
Enquanto uns aprovam e defendem a prática, que seria incentivada pela Organização Mundial de Saúde, outros alertam para os riscos à mãe e ao bebê Um ato natural, mas que há décadas é realizado em ambiente hospitalar, com acompanhamento de uma equipe médica, o parto tem sido tema de amplo debate em todo o País e motivo para que mulheres, organizadas em grupos, saiam às ruas em marcha pelo direito de escolher dar à luz em casa ou numa maternidade. Depois que a modelo Gisele Bündchen revelou ter tido o filho Benjamim na banheira de sua casa, nos Estados Unidos, e o obstetra paulista Jorge Kuhn defendeu essa prática numa reportagem de amplitude nacional, no Fantástico, programa dominical da TV Globo, o parto domiciliar virou tema de muita polêmica no País. Em Alagoas, o assunto também é motivo de debate e despertou a curiosidade de muita gente depois que um grupo de mulheres realizou, no último dia 17, em Maceió, a ?Marcha do parto em casa?. O objetivo dos organizadores foi disseminar a proposta de parto domiciliar como alternativa segura para as gestantes de baixo risco, uma prática, segundo disseram, incentivada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Por aqui, mulheres jovens estão aderindo à ideia. É o caso da jornalista Wanessa Oliveira, 24 anos, que há dois meses deu à luz o primeiro filho. Com 4,1 kg e 59 cm, Javier nasceu no dia 7 de abril último, em perfeitas condições de saúde. Cercado pelo amor da mãe, do pai, o também jornalista Mac Cavalcante, e de toda a família, o bebê de Wanessa cresce feliz. Mas seu nascimento tem uma história própria.