Cidades
Alta do d�lar amea�a quebrar setor de panifica��o em Macei�
FÁTIMA ALMEIDA Os reflexos da alta do dólar nos insumos do pão estão deixando os panificadores em desespero. Muitos estão ameaçando quebrar e ninguém sabe até quando será possível resistir. Esta semana o preço do pão está sendo reajustado mais uma vez pela maioria das panificações, mas essa medida, segundo o presidente da Associação dos Panificadores de Alagoas, José Olindino Matos Filho, não significa quase nada diante da crise que o setor atravessa. Ele diz que a situação é tão crítica que alguns moinhos estão se recusando a vender a prazo para quem é arrendatário de panificadora, porque sabem que dificilmente conseguirão o dinheiro para pagar o fornecimento. Segundo o presidente da associação, nos últimos 120 dias a farinha passou de R$ 41,00 para R$ 85,00. Além do mais, o produto, que vinha da Argentina, beneficiado com o Acordo do Mercosul, passou a ser importado do Canadá e Estados Unidos com uma taxação de 25%. O óleo de soja e a margarina dobraram de preço, e até a saca do açúcar, que era comprada, a R$ 26,00, hoje custa R$ 40,00. Com isso o pão também vem sofrendo reajustes repassados ao consumidor. Esta semana muitas padarias estão com preços novos. ?Quem ainda vendia o pão de 50g a R$ 0,15 está passando para R$ 0,17. Os que estavam a R$ 0,17 estão indo para R$ 0,20 e já tem padaria elevando o preço para R$ 0,25. O preço varia de bairro para bairro e entre uma panificadora e outra?, explica. O problema, segundo Olindino, é que o consumidor continua comprando o mesmo valor, e levando menos pães para casa, o que significa queda na produção. ?Temos tentado sobreviver, mas ainda não descobrimos como?, conclui ele.