Cidades
Opera��o Lei Seca � intensificada
A tradicional ?cervejinha? nos fins de semana ou o uísque do happy hour no fim do expediente podem deixar muitos motoristas enrolados. Isso porque, a depender da dose e do que for constatado pelos etilômetros (bafômetros), o que era curtição pode terminar em multa de R$ 957, perda de sete pontos na carteira, processo administrativo ou até na Justiça. Essas podem ser as consequências para quem for flagrado pela nova ?Operação Lei Seca?, que desde a noite de quinta-feira, 28, começou a ser implantada em Alagoas, como parte do Programa Brasil Mais Seguro. De acordo com Ângela Oliveira, coordenadora de Controle de Infrações do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL), as operações, agora, terão um maior contingente e focarão corredores próximos a bares e restaurantes. ?Elas acontecerão em toda a cidade. Inicialmente, estamos focando o período noturno e com atenção ao combate a quem bebe e resolve dirigir?, enfatizou Ângela. Inspirada no modelo do que tem sido feito no Rio de Janeiro, a versão alagoana contará com homens da Força Nacional, agentes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Detran, técnicos de saúde e peritos de trânsito. ?Assim como lá, todo o procedimento é devidamente filmado e os motoristas são convidados a fazer o teste do etilômetro. Nós explicamos para ele a importância do trabalho e dos aspectos legais do nosso trabalho. Na noite passada (quinta-feira), de 62 abordagens, apenas três pessoas se recusaram e foram autuadas?, explicou. Mesmo com a recusa, o motorista não se livra da multa e da perda de pontos na carteira. Conforme preconiza a lei, com até 0,29 miligramas de álcool por litro de ar o motorista tem a carteira recolhida e será notificado, mas tem o carro liberado, desde que alguém habilitado e sem ter bebido possa conduzi-lo. Já a carteira é entregue, no dia seguinte, no Detran, onde tramitará um processo administrativo, que pode culminar com a suspensão da carteira por até um ano. Caso o condutor seja flagrado com 0,30 mg/l, além da multa, perda de pontos, carro e carteira recolhidos, ele será autuado numa delegacia e responderá, na Justiça, a um processo por ter assumido o risco de beber e dirigir. Nestes casos, não está descartada a cassação da carteira por até dois anos. MUDANÇA DE HÁBITO Ângela explica que o objetivo é que os motoristas mudem de hábito e não se arrisquem, nem coloquem em risco a vida de terceiros. ?Iremos agir dentro da lei e trataremos a todos com igualdade, independentemente do cargo que ocupem?, avisa a coordenadora. ?