Cidades
Greve dos peritos oficiais agrava o caos
Para o diretor do IML de Maceió, Luiz Mansur, situações como a que enfrentou a família do garçom Edson Cabral têm sido a principal consequência da greve dos médicos legistas e, agora, dos peritos oficiais. Ontem, em entrevista por telefone, ele admitiu que a situação continua a mesma, ou seja, com demora na liberação de corpos. ?Infelizmente, ainda não temos definição quanto ao local onde o IML vai funcionar. Enquanto isso, a população é obrigada a esperar?, disse Luiz Mansur, ressaltando que a demora na liberação de corpos tornou-se maior com a greve dos peritos. ?Houve redução de 50% no número de corpos periciados diariamente?, revela o diretor, acrescentando que, como gestor do IML, aguarda as decisões da Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds). Já o presidente do Sinmed/AL, Wellington Galvão, revelou que a negociação com o governo avançou nas questões salariais, mas os legistas não encerrarão a greve sem que seja definido um novo local de trabalho. ?A motivação da greve agora é meramente falta de condições de trabalho?, disse. Segundo ele, a área vizinha ao IML, onde funcionou o Centro de Ciências Biológicas (CCBi) da Ufal, é viável, mas cabe ao governo adotar as providências. ?A transferência para o CCBi é mais rápida até do que para o necrotério do Sanatório, mas é o governo que tem que resolver isso. Nós, médicos, estamos prontos para voltar ao trabalho, basta dizer onde?, repetiu Galvão. HOMICÍDIOS No primeiro fim de semana após o programa de redução da violência, a Polícia Militar registrou 12 homicídios entre o sábado, 30, e a madrugada de ontem, em Maceió e no interior. Mas, conforme autoridades da área de segurança pública, o número é 50% menor na comparação com os homicídios (a maioria por arma de fogo) do fim de semana anterior, em Maceió. BO